Arte, Especial

October 28, 2012

Na pista com os nórdicos

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É comum assemelharmos a palavra à imagem, e isso é algo que não dá para separar. E quando o alvo da conversa são os “nórdico(s)”, logo vem à mente temperaturas baixas, muito gelo, a IKEA e os Vikings. Pois é. O termo “nórdicos” abrange muito mais do que isso.

Recentemente tenho pesquisado um pouco sobre a cultura nórdica, e muita coisa tem me chamado a atenção. A Escandinávia, região nórdica do planeta, tem muito mais do que uma mitologia permeada pelos Vikings e pelas crenças históricas que se estabeleceram na região, quando a família era o centro da comunidade.

Países nórdicos: além dos Vikings

Geograficamente situando, a península Escandinávia (Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia – incluindo a Islândia), deu origem aos chamados “países nórdicos”, que hoje oferecem ao mundo um legado cultural bastante intrigante e influente, principalmente no âmbito musical. Descobri, então, que bandas e vozes solos muito conhecidas nos dias de hoje vêm dos países gelados do norte e se espalham pelo mundo como um potente vírus, que “pega e não quem mais curar…”

Reuní aqui alguns poucos e bons nomes de sucesso entre os artistas nórdicos hoje consagrados. Alguns deles ganharam o mundo saindo de lá, outros ganharam o mundo com a sua voz e seu trabalho marcantes, o que faz dos países nórdicos um policentro de pesquisa cultural que inclui moda, música e design num grande pacote repleto de delícias, prontas para serem ouvidas nos quatro cantos do globo.

Veja o que a WOW Revista separou para você, e aproveite o setlist delicinha com uma sonzera que vai embalar o seu iPod por alguns bons momentos:

Röyksopp – o duo de música eletrônica, é originário de Tromsø, na Noruega, e desde sua formação em 1998, inclui Svein Berge e Torbjørn Brundtland, mas o seu primeiro álbum data de 2001, o Melody AM, lançado pela gravadora Som.

Entre os gêneros da música eletrônica utilizados pelo Röyksopp incluem-se o ambiente, synthpop e house music, e eles já faturaram um Grammy Award, além de ganharem sete prêmios Spellemannprisen e saírem em turnê para o mundo todo com seus concertos elaborados e roupas extravagantes que fazem o público bater o cabelo no hit What else is there?

 

 

The Cardigans – depois do álbum de estreia Emmerdale lançado em 1994, a banda sueca da cidade de Jönköping alcançou seu espaço no seu país de origem e também no exterior, principalmente no Japão. Mas o que abriu, de fato, as portas do The Cardigans para o mundo foi o hit Lovefool do álbum First band on the moon, de 1996, que foi parar na trilha sonora do filme “Romeo + Juliet”, do diretor Baz Luhrmann, com o lendário texto de William Shakespeare, à moda nada antiga.

O quinteto do The Cardigans conta com a queridíssima Nina Persson, que esbanja simpatia, presença de palco, além da sua loirice platinada e charmosíssimos furinhos no queixo.

Camille Jones – para quem acha que nos países nórdicos existem somente “as pessoas mais brancas do mundo”, se surpreende quando se depara com a dinamarquesa Camille Jones. A morena, diva do dance dinamarquês, é originária da cidade de Skanderborg e suas influências musicais giram em torno do seu pai, um músico norte-americano de jazz e também Stevie Wonder, Johnny “Guittar” Watson entre outros. Mas o seu álbum de estreia Camille Jones (2000) garantiu belas críticas com o hit Nothing comes from nothing, e a nórdica de pele da cor do pecado faturou o Music Award dinamarquês de2005 na categoria cantora feminina.

Suas músicas ficaram tão conhecidas, que até a diva pop Madonna se rendeu ao hit The creeps, considerando-o como um dos favoritos na época. O seu último álbum, Did I say I love you, fala sobre o amor, que Camille diz ir contra o penúltimo, de 2008, Barking up the wrong tree, que permeia assuntos sobre sexo, e que, segundo a cantora, lhe foi bastante prazeroso escrever.

 

Lykke Li Li Lykke Timotej Svensson Zachrisson: a pronúncia pode ser difícil, mas a sua música pode ser cantada por muita gente. Mesclando elementos de pop, indie rock e eletrônico, a cantora sueca utiliza em suas músicas instrumentos como violino, sintetizadores, saxofones, trompetes e violoncelos. Além das tradicionais guitarrinhas, é claro. Seu primeiro EP data de 2007, o Little Bit, e foi produzido por nada mais, nada menos que Peter Bjorn and John.

Depois disso, a parceria com Röyksopp (no álbum Junior), a apresentação no Lollapalooza, em 2009, além de músicas como Possibility (para o filme The Twilight Saga: New Moon) e Klaus (para o décimo nono episódio da segunda temporada de Vampire Dairies) fizeram com que a carreira de Lykke Li entrasse em uma reta progressiva, até que realizasse o seu segundo álbum. Wounded Rhymes foi lançado em 2011, e o maior sucesso é, sem dúvida, I Follow Rivers, que disparou nos Top Ten de vários países, e não teve menos de 8 remixes de diferentes produtores musicais, e todos eles tiveram a sua premiere através revista de música SPIN.com.

 

The Rasmus – originária da cidade de Helsinki, na Finlândia, a banda The Rasmus lançou seu primeiro EP de forma independente em 1995, e já no ano seguinte, conseguiram o selo da gravadora Warner Music Finland. Com estilo “pop boy band” com uma pegada Bom Jovi adolescentóide, o quarteto tem ganhado diversos prêmios, além de fazer diversas aparições na MTV nórdica. Em 2006, mais “amadurecidos”, o The Rasmus fez uma nova versão do sucesso SOS, da banda sueca ABBA, que foi incluída no disco Come Together da revista de música alemã Bravo.

Atualmente, a banda continua sua trajetória com discos de produções bastante caras, e segue com a corda toda. O último álbum, intitulado The Rasmus, foi lançado dia 18 de abril, pela Universal Music Finland.

 

Karin Park – A cantora sueca, que sempre encanta o público com sua voz marcante, ganhou o Grammy norueguês de melhor “promessa” da música pop light do país em 2008. As letras, sempre com uma pegada dark, remeteram a sua música para um ritmo alternativo, regado de muito sintetizador e batidas electro com pitadas de industrial. Na Inglaterra, ela continua com sua música, auxiliada nas apresentações live pelo irmão David Park e o produtor Barry Barnett. Seu último ábum foi lançado em abril deste ano, o Highwire Poetry, e tem sido alvo de muitos outros artistas e DJ´s como Hannah Wants, Genetix e Ladytron, que fazem do som de Karin Park remixes bastante phynnos e ótimos para embalar uma pista chillout.

Björk – Impossível não conhecermos, pelo menos uma música, da cantora Björk. A islandesa quase cinquentona, aculmula uma longa série de discos e prêmios, como o Prêmio Nobel da música (Polar Music Prize), quatro BRIT Awards, quatro MTV Video Music Awards, três UK Music Video Awards, um MOJO Awards, além de ter ganhado o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes de 2000 pela sua atuação viajante em “Dançando no escuro”. Ufa…

Integrante da banda Sugarcubes entre os anos 1986 e 1992, Björk sentiu necessidade de expandir sua música para algo mais pessoal, deixando, então, a banda. Suas produções solo sempre alcançam o reconhecimento popular, com músicas no estilo eclético incluindo o jazz, a música eletrônica, clássica e também um “quê” de música folclórica. Na década de 1990 seus singles de maior sucesso foram It´s oh só quiet e Hyperballad, que ficaram no Top 10 britânico por muito tempo. Com mais de 15 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, Björk tem seu trabalho sempre aclamado pela crítica, com músicas profundamente pessoais e arranjos de voz únicos.

 

Robyn – a querida “vicking” da música pop surgiu na mídia em meados de 1990, e também veio de terras suecas, mais precisamente, Estocolmo. Através da sua carreira solo, Robin Miriam Carlsso lançou seu primeiro álbum em 1994 através do selo da RCA, intitulado Robyn is there, que teve como maior sucesso os singles Show me Love e Do you konw (What it Takes), que atingiram o Top 10 do Hot 100 da Billboard dos Estados Unidos.

O segundo álbum, My Truth, lançado na Suécia em 1999, teve como hit o single Electric, que evidenciou a evolução da cantora Robyn nos palcos, com sua presença forte e bastante incisiva. E logo em seguida, em 2002, com o propósito de disseminar a luta pela liberdade artística, a cantora criou o próprio rótulo, a Konichiwa Records, que se comrpometeu em distribuir apenas os seus próprios trabalhos. Desde então, Robyn lançou Be mine!, em 2005, e também os singles – que foram anteriormente recusados pela antiga gravadora – Who´s that girl?, Handle Me e Crash and Burn Girl, tornaram o álbum seguinte (Robyn) um dos mais pupulares, principalmente na Suíça.

Essa é uma pequena amostra da arte musical atual da Escandinávia. Certamente você já ouviu falar de algumas delas, que, quando rolam na pista, esquentam qualquer pensamento frio que possa vir das terras Vickings! Agora escute um pouco do que essa galera tem para oferecer!

Se joga!

Imagens by foter.com

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